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O que é mangá?

Conheça uma breve história do mangá e seus principais gêneros

A palavra mangá se refere exclusivamente às histórias em quadrinhos japonesas, ou seja, toda história em quadrinho produzida no Japão - como gibi no Brasil, comics nos EUA e mahwas na Coréia. Este termo foi usado pela primeira vez em 1814 pelo ilustrador Katsushita Hokusai, formada por dois ideogramas japoneses, kanjis, literalmente sua tradução é “desenhos irresponsáveis”.

MAN = involuntário/ GA= imagem (arrumar a imagem dos ideogramas)

Hoje a palavra mangá ganha cada vez mais espaço na mídia brasileira. O que chama atenção é que a principal característica divulgada sempre fica por conta dos grandes olhos e a leitura oriental - da direita para esquerda. Porém a diferença dos mangás para com os demais quadrinhos do mundo não fica por aí.

Os desenhos nos quadrinhos japoneses são estilizados acompanhados por uma diagramação dinâmica. Acima disso temos as onomatopéias que representa os sons, mas que muitas vezes passam mensagens importantes da história. Por fim, temos os traços leves que acompanham os movimentos realçando e dando velocidade à seqüência de imagens. Com isso o leitor se sente à frente de um filme. Tudo isso graças à linguagem cinematográfica dos mangás.

Mas voltando aos olhos grandes, eles chamam muita atenção, não é mesmo?! Segundo Osamu Tezuka, responsável pelo mangá que conhecemos hoje desde os anos 50, os olhos grandes transmitem mais os sentimentos dos personagens. Os heróis no mangá deixam de ser super-heróis idealizados, para serem exemplos da sociedade, onde os leitores podem se identificar facilmente - seja pelo aspecto físico ou por alguma situação em comum.

O mercado do mangá
As histórias em quadrinhos japonesas são criadas em estúdios que prestam serviços para as grandes editoras - hoje se destacam a Kodansha e Sueisha. Normalmente o estilo dos desenhos são determinados pelo mangaká (criador de mangá) e seguidos por seus assistentes. Dificilmente um mangaka cria as suas histórias sozinho. A produção tem de seguir um ritimo acelerado para atender os curtos prazos das editoras.

Geralmente, as histórias são publicadas semanalmente em revistas que parecem listas telefônicas. São verdadeiras coletâneas de histórias de diversos tipos para as pessoas acompanharem e depois jogarem fora, algo parecido com a revista “Veja”. Depois de algumas edições, os títulos de maior destaque ganham versões encadernadas conhecidas como “tanko hon” - algo parecido com os mangás vendidos no Brasil.

No Japão praticamente todos lêem mangá. Desde as crianças aos adultos, de ficção cientifica aos romances açucarados. São diversos estilos e temas que fazem uma nação inteira se reder a leitura do mangá. Conheça alguns dos segmentos desse mercado:

Shojo
O mangá feminino. Isso pode soar estranho para os ocidentais, mas existem diversas publicações direcionadas para elas. Como característica básica às histórias são os romances impossíveis. A arte é bem detalhada e os olhos grandes são usados para demonstrar todo o drama da história. O romance e o tema principal, mas a história pode tomar outros rumos. A imagem do homem idealizado está sempre presente, a busca do amor perfeito faz o shojo mangá caminhar. Ex: Sakura Card Captors, Karekano, Fruits Basket, Nana, etc.

Shonen
Agora é vez dos garotos. O shonen é o gênero de maior sucesso no Japão. As histórias sempre apresentam um jovem garoto em busca de um sonho que, para alcancá-lo, precisa passar por vários obstáculos até o desafio final. Muitas vezes a violência e as pitadas de erotismo se fazem presentes nos quadrinhos. Ex: Dragon Ball Z, Naruto, Samurai X, Vídeo Girl Ai, Love Hina, etc.

Gekigá
O mangá dramático. Aqui temos o quadrinho direcionado ao publico adulto, normalmente temas históricos e conspirações fazem o universo do mangá gekiga. No Brasil o gênero é representado pela obras como Lobo Solitário, Crying Freeman, Sanctuary, Blade - A Lamina do Imortal.

Hentai
Esse é rotulo para os mangás eróticos, também é usado para animações com a mesma temática. Ex: Sade, Love Junkies, Mouse, etc.

Kodomo
São os quadrinhos para os pequeninos. Normalmente com uma arte mais simples e histórias cômicas recheadas de lições e passatempos para as crianças. Ex: Anpaman, Doraimon, etc.

Hoje, o mercado do mangá movimenta milhões no seu país de origem e agora fora dele. Apoiado pelos games e os famosos animes formam as três principais bases do entretenimento japonês. Isso mesmo, os japoneses fazem bom uso do cross-media. Um mangá que faz sucesso nas livrarias, facilmente se tornará um anime ou, até mesmo, um game. Mas o inverso também ocorre, o anime que faz sucesso vira game e mangá, e o game que vira mangá e depois anime. Praticamente, todas as possibilidades podem acontecer.

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